Publicado em: 01/06/2024
No mês de junho são realizadas duas importantes campanhas: a Junho Vermelho, que tem como objetivo incentivar a doação de sangue, e a Junho Laranja, dedicada à conscientização sobre a anemia e a leucemia. São campanhas que estão relacionadas à solidariedade e cuidados com a saúde do sangue, elemento insubstituível e fundamental para a vida. Podemos dizer, inclusive, que as duas campanhas estão interligadas.
Vamos começar abordando o Junho Laranja e conhecer um pouco sobre a anemia e a leucemia? Vamos lá!
Junho Laranja: conscientização sobre anemia e leucemia
Anemia: Em algum momento você já ouviu falar sobre a anemia, aliás, ela é considerada um problema de saúde pública global.
A anemia é caracterizada pela diminuição da hemoglobina no sangue, causando a dificuldade no transporte de oxigênio pelo corpo. Essa deficiência tem como principais causadores a carência de nutrientes essenciais, como ferro, zinco, vitamina B12, ou a decorrência de doenças infecciosas, como HIV, tuberculose etc.
Existem vários tipos de anemia de gravidade e sintomas variados. Mas entre alguns sintomas frequentes estão:
Cansaço; Falta de apetite; Fraqueza; Tontura; Falta de ar.
Alguns sintomas mais comuns da leucemia são: Cansaço; Fraqueza; Perda de peso; Sangramentos; Manchas roxas na pele; Anemia.
Não há como prevenir a leucemia a fim de evitá-la, pois ela ainda é de origem desconhecida, ou seja, ainda não foram identificados quais os fatores de risco para o desenvolvimento da doença. É importante ficar atento, pois, muitas vezes, os sintomas da leucemia são confundidos com os da anemia. Aliás, a anemia pode inclusive ser um sintoma da leucemia.
Agora que conhecemos um pouco sobre a leucemia e anemia, foco da campanha Junho Laranja, vamos falar sobre o Junho Vermelho e a importância da doação.
Julho Vermelho: conscientização e solidariedade
Doação de sangue:
A campanha Junho Vermelho tem como objetivo incentivar a doação de sangue. Aliás, você sabe o quanto é importante a doação de sangue? Se sua resposta for não, queremos que você saiba que uma única doação pode salvar até quatro vidas. Sim, é isso mesmo!
A doação de sangue é uma das ações mais importantes que podemos praticar pelo próximo. É um gesto simples, mas repleto de significado, que contribui para o tratamento de diversas doenças e salva vidas.
Diariamente centenas de pessoas necessitam de transfusão de sangue por diferentes motivos. Assim, a doação pode salvar a vida de pessoas em casos de cirurgias, transplantes, situações de urgência e emergência, no tratamento de doenças como anemia e leucemia, além de manter os bancos de sangue abastecidos.
Tornar-se um doador é simples e seguro. Precisa apenas estar atento a alguns requisitos. Confira:
Estar em boas condições de saúde;
Idade entre 16 e 69 anos – os menores de 18 anos precisam de autorização dos responsáveis;
Pesar acima de 50 kg;
Ter dormido no mínimo 6 horas;
Não estar em jejum (estar alimentado, mas evitar alimentos gordurosos antes da doação);
Manter-se hidratado;
Não ter ingerido bebida alcoólica e nem fumado nas 12 horas anteriores à doação;
Respeitar o intervalo entre doações, sendo de 60 dias para homens e 90 dias para mulheres.
Existem outros requisitos, inclusive alguns impedimentos - temporários ou definitivos – para a doação, mas todos serão analisados. Basta procurar um Hemocentro, lá você tem acesso a todas as informações necessárias, pode tirar todas as dúvidas e verificar se pode ou não ser um doador, pois passará por uma triagem e análise clínica.
Doação de medula óssea:
Lembra que dissemos que as campanhas Junho Vermelho e Junho Laranja estão interligadas? Pois bem! Por isso, agora queremos falar sobre a doação de medula óssea, um dos principais métodos – às vezes até mesmo o único - de tratamento de algumas doenças, entre elas, a leucemia.
Em termos gerais, a medula óssea é o tecido líquido encontrado no interior dos ossos, responsável por produzir células sanguíneas. O transplante de medula óssea é uma opção de tratamento para pacientes com doenças que comprometem a produção normal dessas células. Com o transplante, ocorre a substituição das células doentes para que a medula se reconstitua de forma saudável.
E como tudo isso é possível? Por meio da doação de medula óssea. Assim, aqui entra em cena mais uma vez o doador, personagem fundamental que pode, por meio de um gesto simples, salvar vidas.
Para ser um doador de medula, é necessário fazer um cadastro de doador, que fará parte do Redome (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea). Seus dados e informações genéticas ficarão disponíveis e quando houver um paciente compatível, você será consultado para decidir quanto à doação. Vá a um Hemocentro e informe-se.
Assim como na doação de sangue, para ser um doador de medula óssea é preciso atender certos requisitos que serão analisados caso a caso. Elencamos alguns deles:
Ter entre 18 e 55 anos;
Estar em bom estado de saúde;
Não ter doença infecciosa transmissível pelo sangue;
Não apresentar histórico de doenças como câncer, lúpus e artrite reumatoide.
A doação é um gesto simples e seguro.
Faça parte dessas campanhas.
Seja consciente. Doe. Salve vidas.